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sábado, 7 de outubro de 2017

“Foi ambiental, foi cinema, foi pedagógico e consolidou o aspecto formativo”

O Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica) ocorreu, extraordinariamente, em 2015 durante o mês de agosto. A 17ª edição do evento, que tem destaque no calendário nacional e vem ganhando visibilidade internacional ao longo dos anos, sofreu bastante com o corte orçamentário. Mas, os problemas que surgiram acabaram por fortalecer o festival, fazendo-o retornar à sua essência original. Bem, essa é a opinião de Raquel Teixeira, titular da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte de Goiás (Seduce). O Tribuna conversou com a secretária, que apresentou um balanço do evento e ainda falou sobre a agenda cultural do Estado. Confira o bate papo

Juliana Marton
Editoria de Comunidades

Lei Rouanet, projetos culturais e as Relações Públicas

A atividade artístico-cultural, no Brasil, é desenvolvida em parte graças às leis de incentivam que fomentam o envolvimento da iniciativa privada na produção de bens culturais. A participação de organizações nesta esfera se deu com a Lei Sarney, aprovada em 1986. Mas, a consolidação da atividade no setor veio, apenas, com a Lei Rounaet, aprovada em dezembro de 1991. A normativa correspondeu melhor à organização da produção artístico-cultural, regulamentando não só a questão dos incentivos fiscais, mas criando uma padronização para os projetos e identificando categorias de interesse.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Nação: Uma (des) construção

Por Juliana Marton

"A nação revela, na sua representação ambivalente e vacilante, a etnografia de sua própria historicidade e abre-se para a possibilidade de outras narrativas do povo e de sua diferença” (Bhabha, 1994, p. 300).


A história brasileira é cheia de peculiaridades intrigantes que estão sempre permeando o campo das discussões sociológicas, e sendo usadas pelos ditos fundadores da nação para poderem explicar algo inexplicável, que, em nosso caso, é o Brasil. O mito da criação da nação é uma estória que é imposta à sociedade, e que tenta interpretar a cena original de nascimento da nação. No entanto, isso é algo inatingível, já que a nação não tem uma só origem, mas é a fusão de vários povos, línguas, culturas e traumas. Estudar o país não é pressuposto para entendê-lo, claro que isso ajuda, todavia, o país, não é um só povo, uma só língua ou, ainda, uma única cultura, é muito mais do que isso. Infelizmente, esse conceito de unidade da nação está arraigado nas sociedades contemporâneas deixando à mostra o desinteresse dos povos pela história de seus países.

Sertão/Sertões - Sentidos e Deslocamentos

Por Juliana Marton, Pollyana Lima e Gabrielle Motta

Da invasão portuguesa à invasão ideológica estadunidense nada mudou em essência, ou melhor, temos menos índios e mais mestiços agregados à miséria do Sertão.
A nação que chamamos Brasil provou, intimamente, da ganância dos ocidentais que não pouparam o desenvolvimento de métodos para aperfeiçoar a dominação. O meio mais comum era bem simples: a morte. De forma brilhante, no primeiro capítulo, do livro “A organização social dos Tupinambá”, Florestan Fernandes relata a distribuição geográfica e o modo como foram expulsos esses pioneiros do Sertão.